terça-feira, 25 de janeiro de 2011

E numa noite tola, aparece a conversa.
Dedos desconfiados e levados pelo ego inflado, mal conseguiam digitar sem disfarçar a empolgação pulsante.
Controle-se, as pessoas á sua volta estão olhando e logo perguntarão o porquê desse sorriso de canto de boca, sem vergonha. Alegria incomoda, preocupa. Alegria sem vergonha, então...
Corre, arruma roupa, pensa no brinco, no colar, na maquiagem, no cabelo e nos segundos calculados.
Caramba, onde eu vou arrumar vaga nessa cidade, que desculpa vou arranjar, lá se vai meu dinheiro, e...foda-se tudo.
Acorda cedo e se arruma... Banho de horas, atraso óbvio.
Desculpa esfarrapada no trabalho.
Telefone que toca e que ainda não convence. Será que ele vai mesmo????
O outro... Sempre como prioridade parece prever as coisas e me deixa de lado, num canto, reserva. FODA-SE.
Correria, transito, meu não sei onde eu tô... Onde esse taxista ta me levando, socorro... O quê?? Que horas são?? Porra, porra, porra, to atrasada.
Como assim você já tá indo?? Vai chegar antes de mim, não pode... Querido eu levantei ás 5 da manhã. Eu não vou te encontrar assim, quero um chuveiro.
Ufa, chegada em paz. Ainda não chegou, nem ligou.
Incompetente, faz logo esse check in. Coisa mais chata, viu.
Corre, vai elevador, anda...
Ok, quarto, acende essa luz, caramba... Ahhh não banho no escuro não. Banho frio também?? Legal.... Dá pra piorar, não?? Claro que dá... Telefone toca “tô subindo”.
Então é assim, tenho o tempo de 18 andares para tomar banho, me perfumar, me vestir, me maquiar, arrumar o cabelo e ficar gostosa??????? FODEU
E a revista na cabeceira pra fazer a linha “culta”, não dá tempo.
E na torcida para o elevador quebrar só um pouquinho.... NADA
Toc toc. Chegou. Fodeu, fodeu, fodeu.
E foi foda... Literalmente.
Tudo isso por um sexo casual. Aquele que te faz ser a vadia sem culpa e sem satisfações. A dama da sociedade e a puta da cama.
Gozar e ser gozada.
Falar sobre a vida enquanto se veste e pega uma cerveja no bar.
Tchau, adeus, até mais, até daqui a pouco, ou nunca mais, boa sorte, foi bom, sei lá. Tchau.
Tchau que você é isso. Meu ego inflado e meu corpo satisfeito. Meu pensamento que dura uma semana e minhas lembranças esporádicas numa tarde besta de quinta-feira.
Tchau porque você é gostoso demais e eu não posso te querer só pra mim.
Tchau porque se você ficar eu me apaixono, e não posso, já sou apaixonada pelo seu amigo.
Tchau porque eu posso me deslumbrar e deixar de ser discreta.
Tchau, porque eu posso querer esse troféu na minha estante.
Tchau porque você me entende, e me assusta.
Tchau porque você não me ilude, não me engana.
Tchau porque você não me ama.
Tchau porque você é demais pra mim e eu... sou demais pra você.

domingo, 30 de maio de 2010

Faz assim ó... Numa noite dessas qualquer, que você me veja sentada no banco do pátio, vai lá. Senta do meu lado e pega minha mão.
Não fala nada. Pega minha mão e fica ali.
Me deixa chorar todas as lágrimas que se acumularam aqui nesse tempo.
Me deixa sentir de novo teu cheiro e teu calor. Me deixa saber que você está do meu lado. Me traz de volta a sensação de paz.
Me deixa voltar á realidade, porque esse pesadelo tá ruim demais.
Me tira dessa interminável noite fria sem cobertor.
Pega minha mão... Fica aqui, só um pouquinho...
Quanto for necessário você explica a nossa história assim:

Ela é louca. Ele maluco.
Ela é cabeça avoada, e quando fica perto dele se perde toda, até gagueja. Ela sonha...
Ele por alguma razão não consegue se afastar dela.
Ela não quer se afastar dele.
Eles conversam muito. Ela escuta mais. Ele não para de falar.
Ele tem seu mundinho e ela adora visitar esse mundo.
Ele tem outra. Ela tem outro.
Eles se afastam. Não resistem. Se reaproximam.
Tudo em forma de novela mexicana. Ela chora. Ele se estressa.
Eles esquecem.
Ela o ama, da forma dela. Ele a tranqüiliza. Ela o provoca.
Eles se encontram e o mundo é só deles. Se abraçam e o mundo pára.
Se engolem, se beijam, se chupam, se mordem, se batem, se gozam, se amam.
Eles se gostam. Se encaixam e se completam.
Eles são únicos.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Maldito, eu tinha que sonhar com você, né??

Covarde de merda, filho da puta, ordinário, FRACO!

Se você conseguisse deduzir o quanto te odeio nesse minuto, mas você não é capaz de tanto.

VÁ EMBORA, não apareça mais nos meus sonhos, nem nas minhas lembranças matinais. Não quero mais ouvir sua voz me dizendo bom dia e esfregando sua barba por fazer na minha nuca. NUNCA MAIS!
Sexo com você, é bom, "P"...
Até quando é ruim, é bom!

E por mais que eu saia por aí fazendo a linha "livre", quando eu volto é sempre você que encontro, com suas ambiguidades que me matam e me fazem tão bem!

Eu não troco uma conversa boba com você por nenhum gostosão de nenhum lugar do mundo.

E eu consigo te achar lindo, ainda que numa imagem com péssima resolução, barba por fazer e sendo você...

"Um bjo" pra vc tb, menino lindo...

terça-feira, 13 de abril de 2010

Sexo.
É, resolvi escrever sobre isso agora. Nesse exato minuto.
Porque eu tenho alguém que me faz pensar nisso. Não por sacanagem, também, um pouco, mas por me fazer entender diferente. Porque ele usa o sexo da forma inversa e eu tenho orgulho e inveja da coragem dele. Ou da covardia disfarçada de coragem. Só sei que dessa covardia eu não sinto repúdio.
É engraçado, porque ele usa a estratégia ao contrário.
Todos usam o amor como isca pra disfarçar o interesse em sexo. Ele usa o sexo como camuflagem para não dizer que, na verdade está com saudade e quer ficar perto de mim por um tempo.
E ele nem gosta disso, porque toda vez que acontece ele fica estranho e foge.
Como agora. Nesse exato minuto.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

E hoje acordei sentindo um cheiro... O meu cheiro quando eu estava com você...

Talvez porque hoje eu esteja mais com você do que com qualquer outra coisa...


E estou muito mais com você do que você comigo.

Minha alma está aí... Alimente-a, ela está precisando disso.